Rafael Campos
Coordenador pedagógico
Responsável pelo desenho dos programas e pela condução das sessões introdutórias. Pratica debate desde a graduação em filosofia e trabalhou durante seis anos como mediador em contextos institucionais.
a escola
A Contraponto foi criada em Porto Alegre para oferecer prática real em argumentação — não teoria isolada, mas encontros presenciais com tempo de resposta, pessoas distintas e temas que importam.
Voltar à página inicialnossa história
A Contraponto começou a partir de uma percepção simples: muita gente tem dificuldade não de falar, mas de ouvir com atenção antes de responder. Os primeiros encontros aconteceram de forma informal, em 2019, num café em Moinhos de Vento — um grupo pequeno, reunido semanalmente para praticar argumentação em torno de temas do cotidiano.
O que chamou a atenção desde o início foi que as pessoas que mais avançaram não eram as mais eloquentes. Eram as que aprenderam a reformular com precisão o que o outro havia dito antes de contestar. Esse princípio virou o eixo central da metodologia que a escola desenvolveu ao longo dos anos seguintes.
Com o tempo, os pedidos de pessoas interessadas em debate competitivo levaram à criação do segundo programa — a Imersão em Formatos. E o crescimento do movimento de sociedades debatentes nas universidades gaúchas abriu espaço para o terceiro, voltado ao apoio institucional de grupos universitários.
Hoje, a Contraponto mantém a mesma proposta dos primeiros encontros: grupos pequenos, presença física, prática recorrente. O que mudou foi a estrutura — mais sistemática, com materiais que os participantes levam embora e uma progressão clara entre os níveis.
2019
fundação
3
programas ativos
8
pessoas por turma
POA
apenas presencial
equipe
Coordenador pedagógico
Responsável pelo desenho dos programas e pela condução das sessões introdutórias. Pratica debate desde a graduação em filosofia e trabalhou durante seis anos como mediador em contextos institucionais.
Instrutora — formatos competitivos
Conduz a Imersão em Formatos e acompanha as sociedades universitárias. Competiu em torneios nacionais por cinco anos e tem experiência como juíza nos principais circuitos do sul do Brasil.
Coordenação operacional
Cuida da organização das turmas, comunicação com os participantes e estrutura administrativa da escola. É o primeiro contato para dúvidas sobre inscrições e disponibilidade de vagas.
como trabalhamos
Não são regras fixas, mas princípios que atravessam tudo o que a Contraponto faz — da escolha do tamanho das turmas à forma como os materiais são produzidos.
O limite existe por razão técnica: em grupos maiores, o tempo de prática por pessoa cai a ponto de inviabilizar o aprendizado real. Essa restrição não é negociável.
Guias, fichas de prática e notas de encontro são escritos especificamente para cada curso — não adaptados de outros contextos ou traduzidos de materiais externos.
Após cada ciclo de um programa, a equipe revisa o que funcionou e o que pode ser ajustado. Os materiais e a sequência de temas evoluem a cada nova turma.
O que é dito nas sessões fica entre os participantes. Esse acordo é apresentado e aceito no primeiro encontro de qualquer programa — vale para alunos e para a equipe da escola.
A escola não oferece modalidade remota. Essa escolha é deliberada: o aprendizado em debate depende de leitura de sala, tempo real e presença física.
A Contraponto não adota posições sobre os temas debatidos em seus programas. Os participantes trabalham argumentos de lados distintos — independente de sua opinião pessoal.
sobre a prática do debate
Debate é uma atividade que se aprende pela prática recorrente. Pessoas que debatem bem raramente chegaram a isso por aptidão natural — chegaram porque praticaram em ambientes que forneceram retorno frequente e estrutura progressiva.
Na Contraponto, o trabalho começa antes mesmo da argumentação propriamente dita. Os programas introdutórios partem de uma habilidade mais básica e menos valorizada: ouvir com atenção suficiente para reformular com precisão o que o outro disse. Sem isso, a argumentação tende a ser um monólogo disfarçado de diálogo.
Os programas intermediários e universitários avançam para contextos mais estruturados — formatos competitivos com regras claras, papéis definidos e critérios de avaliação. Esses contextos exigem não apenas argumentação sólida, mas adaptação: o mesmo material precisa ser apresentado de formas diferentes dependendo do formato, do papel e do que os oradores anteriores disseram.
A escola existe para fornecer o ambiente onde esse tipo de prática acontece de forma regular, com acompanhamento e materiais de suporte. Não há atalho para isso — mas há um percurso claro, e a Contraponto conhece bem os seus contornos.
próxima turma
Entre em contato. Respondemos com informações sobre vagas, datas e sobre o que cada programa envolve na prática.
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